TATUAGENS!

O que ELES e ELAS pensam sobre isso?

VAI ROLAR A BOLA!

Finalmente vai começar a bendita série C!.

SEXY, GALINHAS, BURRAS, SUCULENTAS?

O que ELES e ELAS pensam sobre estas famigeradas garotas.

Páginas

O TWITER DE UM HOMEM

Mostrando postagens com marcador PRISCILA NICOLIELO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PRISCILA NICOLIELO. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de julho de 2012

8 ATITUDES QUE FAZEM ELA BROXAR


Vou falar por mim, mas, se eu fosse você, levaria em consideração, já que sou mulher.
Por mais que estejamos mais desencanadas e não pensamos desesperadamente que um ficante pode virar namorado ou marido, algumas coisas que você faz na pré-produção nos broxam completamente, a ponto de perdermos o interesse na finalização.

Essas atitudes broxantes revelam muito da personalidade de um cara. Aí, rola um medo dessas características não descansarem no chão do quarto, com a embalagem da camisinha, e sim avançarem com você e a garota para a hora H.
Fuja desses micos que te ejetam da cama da maioria das mulheres.


 1 – Tirar a camisa em público


Você não é salva-vidas, portanto a camisa fica. Esse apelo não funciona com a maioria das mulheres. A gente não fica molhadinha só porque o seu tanquinho se parece com duas fileiras de paralelepípedos (nunca achei que fosse usar essa palavra aqui). Faz pra chamar atenção e a carência fica tatuada na testa. Um rapaz que se livra da camisa em público nunca para por aí. Se sofrer de cafonice crônica, ele pode apresentar o comportamento número 2.

 

2 - Descer até o chão na pista de dança


Eu sei, eu sei, quando toca David Guetta na balada, você não controla o braço direito, que aponta pra cima, liderado pelo dedo indicador. É inevitável, depois desse movimento involuntário, descer até o chão. Para sua alegria, existe Las Vegas. Já ouviu dizer que o que acontece em Vegas, fica Vegas? Invista sua carreira de gogo boy em alguma cidade longe da sua. Homem descendo até o chão dá vergonha. Só o Latino pode (vai causar constrangimento do mesmo jeito, mas pelo menos ele ganha dinheiro pra isso).


 3- Esquecer a carteira em casa


Parece descaso. Se você esqueceu algo tão importante, que vai te deixar constrangido na frente de uma mulher, que você mal conhece, pode ser que você também tenha se esquecido de escovar os dentes. Na boa, não rola transar – nem casualmente – pra quem não se prepara pra te ver. Também pode dar a impressão de que você é folgado. Não lutamos pelos direitos iguais pra sustentar vagabundo! Vamos rachar essa continha aí.


 4- Falar no diminutivo


Se você convida a garota pra um jantarzinho e sugere uma saladinha, depois comem uma massinha, acompanhada de um vinhozinho. Se você se oferece pra pagar a continha e convida a moça pra conhecer o apartamentinho e diz que vai deixar a luminária ligadinha, pra fazer um climinha e começa dando beijinho, ela não vai esperar que o aumentativo  apareça de uma hora pra outra.


 5- Beijar com a delicadeza de uma princesa


Não preciso explicar. Você entendeu.


6- Achar que é a última bolacha do pacote


Se você é daqueles tipos que fala muito e ouve pouco, pois pensa que sua vida é mais interessante do que a do resto do mundo, sinto-lhe informar: você cansa. Se for pra sair com alguém pra ouvir um monólogo, é preferível assistir uma peça no teatro, ver TV, ler um livro – pelo menos assim, é mais garantido que vamos ouvir histórias interessantes.


7- Ser o Mr. Bafo


Até as coisas mais lindas ditas ao pé do ouvido perdem todo seu brilho quando vêm regadas por um mau-hálito matador. Seja de cigarro, de bebida, de estar muitas horas sem comer – nenhuma razão justifica a falta de simancol. Com um real, você resolve o problema comprando um chicletinho em qualquer esquina.

 

8- Axé pra dar um clima


Você pode ouvir axé, cantarolar axé, ter CD de axé, ir a shows de axé e treinar coreografias de axé na frente do espelho, mas não deixe nada disso sair do seu quarto (proteja a sua webcam, hackers existem!), pois podem causar sérios danos à sua noite. Mulheres são imaginativas. Imagina transar ouvindo se a informação que você gosta desse ritmo cai nos ouvidos de uma, ela pode te fantasiar dentro de uma sunga branca, num desses palcos dos bares de praia lá de Fortaleza, rebolando a retaguarda, como se participasse de um concurso para entrar pro Psirico. A hora certa de rebolar é na cama ou no carro ou no banheiro ou onde vocês dois decidirem. Nada mais desestimulante do que um homem rebolando igual ao marido da Carla Perez.






Conheça o tambem o Blog da Priscila Nicolielo

quarta-feira, 20 de junho de 2012

HOMENS MIMADOS

Eu não tenho nada contra os rapazes. Gostos deles na maioria das vezes, mas tem um tipo que me cansa. Os mimados. Aqueles que acham um despautério você não cair na conversa deles. Ou na cama. Como se fossem a melhor oportunidade em vista. Como se você não houvesse outras opções, porque é baranguinha ou chatinha ou louquinha demais.
A insistência deles só me reforça. Não, não quero mesmo.

Juro, não jogo contra os rapazes. Gosto mesmo deles. Quando estampam um sorrisinho tímido na cara suja de barba. Ou grudam o olhar em mim, como se curiosos pelo que existe depois da maquiagem. Por debaixo da roupa. Além da pele. Pelo que toca o meu sangue. Gosto dos rapazes quando não exclamam. Nada mais charmoso do que um cara no canto. Exalando pontos finais. Gosto do cuidado que têm para não falar de outras, porque não existem outras quando eu estou. Sou única, obrigada.

Mas os mimados (uma pausa para eu bufar de preguiça), aquele tipo Mamãe-quero-uma-arminha-de-brinquedo-Então-toma-filhinho – cresceram com todas as vontades de peito e carrinhos e Backyardigans sendo realizadas imediatamente pelos seus (escravos) pais. Só que meninos crescem e viram marmanjos. Vai recusar uma noite de cinema e sexo com um mocinho que mamou no peito até os cinco anos de idade.

Não rolando uma atração da sua parte, alguns deles escancaram a carteira. Ah, o cheiro do dinheiro! Acontece que desejo não se compra. De algumas garotas você, no máximo, troca por contas de jantares e carros e finais de semana na sua casa de praia e pensão alimentícia depois (sim, cuidado). Mas eu não habito o nicho das interesseiras. Eu só beijo de graça. Farras no edredom não fazem parte do meu ofício, então não cobro. Mas só faço quando eu quero. E se eu não quero, o rapaz mimado emburra. Quer que a mamãe te compre a máscara do Homem-Aranha pra ficar mais feliz?

Desacostumados a ouvir Não, eles passam a te ignorar de maneira bem agressiva. É o novo chorar pra conseguir o que quer, já que deixaram o Pré-III há muitos anos e não conhecem outra maneira de chamar a atenção. Aí, qualquer comentário recém-saído da sua boca, é metralhado. Cortam o Bom Dia, antes tão simpático, pelo silêncio incômodo de um escritório às dez da noite. No teu aniversário, deixam claro pro mundo – inclusive com a ajuda de redes sociais – que é só mais uma data comum e, minha filha, nem um Parabéns pelo twitter. Você fala, ele derruba. Bobo. Não sou sua mãe. Não me corta o coração ver você sofrendo. Seja homem e vá pro canto do quarto e reveja as suas malcriações.

Eu não ignoro de volta. Sou das esquentadas. Devolvo. Em moeda maior. Se você não aguenta a birrinha deles, aceite o convite. Mas não se espante se, no dia seguinte, for trocada pela piscininha do Patati Patatá.


Conheça o tambem o Blog da Priscila Nicolielo

domingo, 17 de junho de 2012

SIM! MINHAS AMIGAS SABEM QUE VOCÊ BROXOU


Numa plateia de perdigotos, risadas e frases frouxas encorajadas pelo álcool, me desafiaram: O que as mulheres pensam quando um cara broxa? Eu raramente falo de sexo em público. Não que eu prefira fazer sexo em público – é só uma postura que adotei para manter o mistério, já que meus decotes andam muito descarados. Mas éramos oito amigos na vigésima garrafa de cerveja. Eu, a única mulher. Abrir uma exceção a minha regra talvez anulasse o próximo passo de qualquer bêbada: dançar de um jeito sensualmente patético em cima da mesa.

O dono da pergunta foi logo caçoado pelos colegas viris. Broxar é um assunto velado entre os homens. Se não falarem disso, nunca aconteceu. Eu ri. Passo um final de semana sem roupa na avenida Paulista se isso nunca aconteceu com todos eles.
Na mesa, eles evitavam me encarar, como se não precisassem da minha opinião. Como se não se importassem. Como se nunca tivessem passado por uma situação dessas. Mas os troncos e os pés deles continuavam voltados pra mim. A linguagem corporal é clara: eles matariam pela minha resposta.

Pensei que, não sendo comigo, eles podiam broxar quantas vezes quisessem com quem eles quisessem e fim de papo. Mas eles mereciam algo mais real. Quer saber, eu comecei. Eu acho que é muito mimimi em cima do assunto. Acho mesmo. Se não é a terceira vez que você broxa com mesma garota, então sossegue. Se é, procure um médico. Mas tranquilo. A-con-te-ce.
Se você for o meu namorado, eu até vou ficar ali te consolando, caso você seja do tipo que precisa ouvir boas frases pra se sentir menos frustrado. Mas não vou me importar. É só não virar rotina. Uma vez a cada seis meses, a gente aguenta. Mas se você for só alguém que eu estou saindo, eu vou me vestir e ir pra casa. Vou ler um jornal, jogar Angry Birds ou passar hidratante nas pernas. Já esqueci o que houve. Mas...

A minha impressão é que muitos garotos se preocupam se essa situação chata vai sair das quatro paredes e alimentar ouvidos curiosos. Sim, desculpe, mas vai. Nós contamos para uma, duas, três, quatro, cinco amigas. Você vai ganhar um apelidinho sobre o seu desempenho, quer dizer, sobre a falta dele? Também. Vamos rir um pouco da desculpa que você inventou pra justificar? Não. Vamos rir muito. E, por favor, você não foi o primeiro homem a enrugar nossos lençóis, portanto evite dizer que isso nunca aconteceu antes. A não ser que queira virar assunto de emails trocados por uma turma feminina e extremamente venenosa.
Vocês não comentam quem comem? A gente comenta quem broxa.

Pode ligar na semana que vem. Broxar, não anula uma segunda chance. Ela pode existir. Mas aí, amigo, você não decepcione, pelamordedeus. Concentração máxima. Trate seu desempenho como uma final de Brasileirão. Não beba tanto. Não cheire. Evite a fadiga, já disse Jaiminho do Chaves. A menos que você queira perder a garota e ter seu apelido de broxa perdurado nas rodas.
Enquanto eu contava, meus amigos assoviavam. Olhavam pro teto do bar. Pras bundas que passavam. Pediam mais rodadas. Mas eu sei que prestavam atenção em mim. Deviam estar multiplicando as vezes que já broxaram por cinco amigas.



Conheça o tambem o Blog da Priscila Nicolielo


terça-feira, 12 de junho de 2012

AMOR PLATÔNICO? EU JÁ TIVE

Amor à distância... Quem nunca sofreu desse mal?
Por Priscila Nicolielo

Eu já tive uns 754. Meu primeiro, foi pela foto do Michael Jackson, na capa do álbum Thriller. Gostava das covinhas dele. Meu pai me acordava bem cedo só pra voyerzinha aqui assistir ao Michael e as covinhas dançando como monstros. Um monstro que eu jamais alcançaria. Não existem campanhas de prevenção de amor platônico. Peguei, porque entrei sem camisinha.

Depois disso, na primeira série, me apaixonei por alguém mais 3D: Marcelo, o ruivinho da sala. Ele me lembrava o garotinho de um filme triste, que eu via na sessão da tarde e que me fazia chorar. Desde pequena eu encarei o amor como uma novela mexicana bem carregada de drama e maquiagem. Eu soprava bolhas de sabão do meu prédio me perguntando se elas chegariam até o Marcelo. Se elas fofocariam o que eu sentia por ele – porque eu não tinha coragem de dizer (precisava?). Se ele olharia pras bolhas curioso pra conhecer a dona delas e aí teríamos assunto, antes da aula de Estudos Sociais. Óbvio que as bolhinhas explodiam logo, destruindo os meus recados de amor.

Eu não queria namorar o Marcelo. Não queria segurar a mão dele na escola. Eu não era esse tipo de garota, quer dizer, eu tinha sete anos e uma mania constrangedora de ficar vermelha na frente dele. Tipo aquele galo de casa de avó que muda a cor quando vai chover. Como o meu corpo já demonstrava demais – ou eu achava que demonstrava – o que eu sentia pelos garotos, eu decidi não verbalizar. Meu diário era o único pra quem eu confessava tudo. Tipo punhetas literárias.
Se um garoto, de quem eu estava a fim, tirava a blusa na minha frente, eu escrevia. Se pedia os patins emprestado, eu escrevia. Se deixava a cueca aparecer, eu escrevia. Eu lembro de um texto longo sobre como um deles jogou um palito encharcado de sorvete na minha pasta e lambeu em seguida – prometi nunca mais limpar.

A lista de amores platônicos foi engrossando. Eu gostava de longe. Da janela do meu quarto. Da arquibancada da quadra de futebol. Dava destaque a cada papelzinho de bala e bilhete que ganhava deles. Idealizava primeiros encontros. As notícias sussurravam freneticamente nas orelhas do meu diário. Dá pra entender? Eu queria história e não fucking relacionamentos.
Bem tarde, percebi que, enquanto eu fantasiava, eles namoravam outras garotas. Garotas mais desencanadas, que não ligavam quando flagradas babando pra uma foto deles. Garotas que não tinham medo se o namoro acabasse na semana seguinte. Se fossem traídas por causa da peituda mais velha ou por causa da viagem de formatura. Viviam os dias com calma e ficavam com quem queriam. Garotas que não se acharam ridículas, quando beijaram pela primeira vez. Que não tinham medo da outra primeira vez. Enquanto a tonta, que escreve esse texto, levava um ano pra aceitar ficar com alguém e, na maioria das vezes, se arrependia da escolha. Como se ficar com alguém fosse tatuagem, da qual a gente não se livra. Eu tinha medo de acordar e tudo ser de mentira. Ou não ser do jeito da minha mentira. Escolhi o fácil: o platônico. E embora há quem sofra (muito prazer!) com um amor não concretizado e idealizado, é bem mais simples lidar com o medo da rejeição do que com relacionamento real, onde problemas surgem a cada vez que a gente tira a roupa.

Com raiva de mim, o último por quem me apaixonei puxei pro canto numa festa e confessei, como se ele fosse o meu diário. Fuén. A maioria das pessoas, inclusive eu e ele, não sabe lidar muito bem com uma bomba amorosa caindo no colo, agarrando suas mãos pra nunca mais soltar. Ser amado deixa a gente com medo de quebrar a pessoa. Certas frases não precisam ser ejaculadas. Nosso corpo se declara antes da gente perceber que quer. Talvez esse cara já soubesse que eu gostava dele mais do que de mim, pela falta de ar que me assombrava quando ele tava perto. Tomei um fora. Real. Que me fez chorar na cara dele (bêbada, então perdoada).

A realidade me jogou de volta pros diários. Só que em outra página. Eu continuo sendo a voyerzinha dos sete anos junto com a punheteira literária junto com aquela que controla tudo o que passa pela garganta. É um 38 apontado pra cabeça do Eu te Amo. É tudo embaralhado. Ainda choro. Ainda coro. Ainda corro na direção contrária, quando alguém bacana aparece. Ainda me arrependo do que faço no fim da noite. Ainda peço pras bolhas de sabão contarem o que prefiro guardar. E ainda gosto de covinhas. Mas o amor hoje tem textura. Eu consigo encostar nele, sem escrever sobre o dia em que vai me partir.


Conheça o tambem o Blog da Priscila Nicolielo

segunda-feira, 11 de junho de 2012

CUTUCADAS - SERÃO ELAS O FLERTE DOS NOVOS TEMPOS?

Socorro! Todo mês, a página do meu perfil no Facebook é espetada por cutucões de desconhecidos. Sempre achei essa abordagem meio esquisita. Imagino que, se a proposta atravessar a fronteira, posso me surpreender com o dedo duro de um estranho se intrometendo no meu ombro, no meio da rua.
O que uma cutucada virtual quer dizer? Uma piscadinha? Que alguém gosta de mim? Que me odeia? Que zomba de mim? É tipo um homem fermentando o peitoral pra ser notado por uma garota? Ou só uma paquera despretensiosa, que deixa claro que sou mais uma, apenas mais uma, de muitas outras mulheres cutucáveis? Cutucar é flerte, então?
Essa questão estrangula a minha tranquilidade. Não a entendo e, entendo menos ainda, quem se aproveita dela pra ter sucesso. São tímidos ou forasteiros da timeline, desesperados por uma oportunidade de mostrar que são caras bacanas, tão adicionáveis quanto você? Talvez apenas viciados um dar uma cutucadinha, uma nova espécie de tarado virtual, os serial cutucadores.
Eu sempre gostei de iniciativas verbais. Uma vez, resolvi namorar. Enchi uma fita K7 com a mesma música e dei de presente pra um garoto. Eram tempos que pediam atitude mais físicas, por causa da situação tecnológica. Para retribuir a iniciativa, ele discou o número da minha casa – a popularização do celular só viria no ano seguinte – e meu pai atendeu. A voz dele enfrentou a do meu pai, ocultando gagueira e insegurança, e o garoto pediu pra falar comigo. Por isso enlouqueço, quando alguém com dedos capazes de, pelo menos digitar um email, me cutucam no facebook em vez de dizer olá.
Há um mês, quatro cutucadas de estranhos moram no canto direito da página do meu perfil e ali descansarão até que seus cutucadores retirem as intenções indefinidas. Se depender de mim, as próprias pancadinhas virtuais se enjoam da espera e se desintegram de vergonha.
Eu deveria cutucar de volta? É como agradecer um elogio? Sou arrogante e ingrata por nunca ter retribuído o cutucão de um estranho? Não consigo. Seria como dar bola pra gente encapuzada e muda no metrô.
Uma vez, uma única vez, cedi. Por remorso. Estava me sentindo um pouco grosseira em relação aos cortejos virtuais. Cutuquei de volta. E a tréplica foi outro cutucão, que eu devolvi. E assim seguimos por semanas. Cutuquei, cutuquei até o infinito. Ele resolveu me escrever um email. Os erros de português do rapaz justificavam a opção de abordagem. Implorei com simpatias que voltasse a me cutucar.
Atormentada por pancadas e golpes e batidinhas e choques e reladinhas e baques virtuais, conheci alguém que flutuava no mundo real. Sujeito difícil de agarrar. Ele gostava de espremer as mãos no meu cabelo e rasgar o gelinho da cerveja que se forma na garrafa. Perpetuava, de um jeito canalha, nossos nomes com o dedo na parede, evaporávamos em seguida. Esperei dias para que o interesse dele se oficializasse, por meio de uma cutucadinha virtual. Eu pensava que se desconhecidos brigavam por um pedaço do meu perfil, ele também brigaria. O sentido dessa abordagem, confusa pra mim, teria seu foco finalmente ajustado, assim que o cutucão dele estalasse na minha tela.
Sujeito difícil de agarrar. Flutuou pra outros perfis sem que me explicasse o sentido de uma cutucada no facebook. Sem que eu a experimentasse com faíscas.

Conheça o tambem o Blog da Priscila Nicolielo